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Por que você sente dor?

Não há o que negar ou esconder. A dor na hora do parto existe. O que nós queremos é explicar para você todo o processo, para que entenda como seu corpo está reagindo neste importante e tão aguardado momento em sua vida, o momento de ser mãe.

Por que você sente dor na hora do parto? A origem desta dor está na dilatação do colo uterino, na contração e distensão do útero, na distensão do estreito inferior, da vulva e do períneo (região entre o ânus e a vagina) e na tração dos músculos e órgãos próximos.

O trabalho de parto é um processo contínuo, com progressiva contração e dilatação, por isso a intensidade da dor vai e volta. No primeiro estágio do trabalho do parto, as dores são causadas pela contração uterina, associada à dilatação do colo uterino, local de origem da maioria dos estímulos. Durante o segundo estágio, à medida que o bebê "empurra" a parte de baixo do útero e o quadril, as fibras somáticas de vários segmentos sacrais e do nervo pudendo são ativadas. Outras estruturas vizinhas que sofrem tração e compressão são anexos, peritônio parietal, bexiga, uretra, reto e outras estruturas pélvicas sensíveis à dor. Além desses estímulos, o componente emocional pode influenciar na tolerância à dor durante o trabalho de parto e o parto.

A intensidade da dor do trabalho de parto depende do grau da dilatação do colo uterino. Normalmente é de leve intensidade, e parecido com uma cólica na fase inicial, quando a dilatação do colo é menor do que 3 cm. Com a distensão do períneo a dor é referida como de "maior intensidade" na região do períneo, do ânus e região baixa do sacro.

O que a dor causa em seu organismo e do bebê

A dor tem importante função biológica, sinalizando o que está errado em seu organismo. Na parturiente, a contração uterina dolorosa fala para ela que está chegando o momento do trabalho de parto.

Muitos naturalistas afirmam que a dor do parto tem função importante para o bem-estar emocional da mãe e para o desenvolvimento psicológico do bebê. Entretanto, sabe-se que, quando a dor é intensa e prolongada, existem riscos para a mãe e o bebê ainda dentro do útero e recém-nascido. A dor e o estresse do parto podem produzir efeitos sobre a respiração, a circulação e a função endócrino-metabólica do bebê.

A mulher em trabalho de parto com dor muito intensa pode ter hiperventilação (respiração rápida) durante as contrações e hipoventilação (respiração lenta) nos intervalos.

A hiperventilação pode determinar:

Tanto a hipoventilação nos intervalos das contrações quanto a hiperventilação criam risco potencial de hipoxemia fetal, isto é, pouco oxigênio no sangue do bebê.

O trabalho de parto com dor promove a sobrecarga cardíaca das mulheres, aumentando o débito cardíaco e a pressão arterial em 5 a 20%. Além disso, a dor, o estresse e a ansiedade interferem também na circulação útero-placentária e na dinâmica uterina, e em alguns casos também provoca uma contração irregular do útero, que diminui a dilatação e aumenta o tempo do trabalho de parto. Nestes casos, a anestesia controla tais efeitos.

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